Nem tudo se resume à higiene íntima, acredite. Existem outros fatores que prejudicam a saúde da vagina e que facilmente passam despercebidos.

Para que saiba que hábitos deve evitar ou até mesmo perder, reunimos oito deles (comuns a muitas mulheres) que comprometem a saúde vaginal. Façamos um pequeno teste: Troca sempre de roupa interior após um treino? E depois de um mergulho, troca o biquíni ou fato de banho molhados por roupa seca? Se respondeu que não a ambas as perguntas (veja mais na galeria acima), saiba que está a colocar em risco a saúde da sua vagina.

Porquê? Um dos maiores inimigos da zona vaginal é o excesso de humidade. Promove o aparecimento de bactérias e fungos, levando facilmente a infeções e complicações nessa área do corpo. A estes erros juntam-se ainda outros – referidos na galeria acima -, igualmente promotores de problemas vaginais. Perceber o que se está a fazer de errado nem sempre é fácil, uma vez que se pensa estar a fazer o correto.

Utilizar roupa íntima errada :Ppeças feitas de cetim, seda, lycra ou renda podem ser muito bonitas, mas acabam por dificultar a respiração da pele na zona vaginal, provocando não só irritação como também infeções. Em prol da saúde, o melhor é optar por roupas íntimas feitas de algodão (estas permitem a passagem de ar mais facilmente).

Dormir com roupa que impede a pele de respirar: Optar por um camisa de dormir comprida ou abdicar da roupa interior dormindo apenas com uns calções largos e uma T-shirt são algumas das soluções. Sobretudo no verão, altura em que está mais calor e tendemos a suar mais (mesmo durante a noite). Se cumprir o recomendado, a zona vaginal vai poder restabelecer o pH normal, mantendo os níveis da flora vaginal estabilizados.

Fazer a depilação total da zona íntima: Os pelos púbicos existem para proteger a vagina, servindo de barreira a diversas bactérias. Retirá-los por completo faz com que essa zona fique mais exposta, facilitando o aparecimento de infeções. O melhor, para quem não gosta da presença de pelos na zona íntima, é apará-los regularmente, mantendo uma pequena barreira protetora.

Continuar com a mesma roupa íntima depois de praticar exercício físico: Todo o corpo transpira e, por isso, mudar de roupa é fundamental, inclusive a interior. Mesmo que utilize peças de algodão, também estas ficam suadas. Após o treino, é fundamental proceder à higiene da zona vaginal e vestir roupa íntima lavada. Desta forma vai evitar o aparecimento de excesso de humidade nessa área, prevenindo o aparecimento de infeções fúngicas.

Permanecer com o fato de banho ou o biquíni molhado durante várias horas: Tal como a roupa de ginásio, também a que é usada para ir a banhos pode trazer complicações à saúde vaginal. Tudo devido à humanidade. Esta é propícia ao aparecimento de fungos na zona vaginal, promovendo o aparecimento de infeções. Para quem pratica natação, o melhor é ter sempre uma muda de roupa e evitar permanecer com a peça molhada. No caso das idas à praia, é importante que a roupa vá secando entre cada mergulho e que seja mudada caso não seque antes do regresso a casa.

Ignorar infeções fúngicas persistentes: Fingir que está tudo bem quando existem desconforto ou sinais de infeção,não é solução. É importante consultar um ginecologista e perceber que alterações estão a acontecer a nível da flora vaginal para que não se desenvolvam outras complicações.

Fazer a higiene apenas por fora, ou seja, na vulva: Sim, é importante lavar os lábios externos, mas a higiene não deve ficar por aí. Perca mais uns segundos e trate da saúde da vagina com a ajuda de muita água e de produtos próprios (se necessário e caso tenham sido aconselhados pelo ginecologista).

Utilizar qualquer sabão para fazer a higiene vaginal : É preciso ter cuidado com os produtos aplicados na zona da vagina, pois trata-se de uma área sensível. “Há mulheres que utilizam apenas água, sem sabonete, porque esta substância seca a pele, tal como acontece na cara”, explica ao Delas.pt a ginecologista e obstetra Maria do Céu Santo. Compostos por corantes, aromas e outros ingredientes, muitos dos produtos podem eliminar bactérias saudáveis e o normal equilíbrio do pH, promovendo o aparecimento de infeções. Com capacidade para se auto-limpar, o canal vaginal expulsa, naturalmente, toxinas e bactérias prejudiciais ao organismo. Uma boa higiene, segundo a ginecologista, faz-se com muita água e o uso de “produtos neutros para que o pH normal do órgão genital não seja modificado”, caso necessário.