DA REDAÇÃO

*Emyaj Barbosa Oliveira Santos é enfermeiro, formado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Campus de Jequié. É especializado em Obstetrícia e Saúde Pública. Atua nos hospitais municipais de Anagé e Ibirataia.

POR EMYAJ BARBOSA OLIVEIRA SANTOS*

Gestação e parto são eventos sociais que integram a vivência reprodutiva de homens e mulheres. Este é um processo natural, e especial no universo da mulher e de seu parceiro, que envolve também suas famílias e a comunidade.

O preparo da gestante para o parto abrange a incorporação , sentindo-se protagonista deste processo.de um conjunto de cuidados, medidas e atividades que têm como objetivo oferecer à mulher a possibilidade de vivenciar a experiência do trabalho de parto e parto como processos fisiológicos. Na situação atual, não é apenas a qualidade técnica da assistência à gestação, ao parto e ao puerpérioque deixa a desejar. Ainda mais grave é a transformação do parto em fenômeno patológico, totalmente medicalizado, desde o início até o seu desfecho.

Este quadro favorece ao resgate da humanização na assistência hospitalar em clínicas e áreas de atuação da enfermagem, a começar pela obstetrícia como uma alternativa para a valorização do paciente enquanto ser humano e para o atendimento de suas expectativas e necessidades. Sem dúvida o momento exige a convergência dos esforços preventivos da equipe de assistência materno-fetal de forma que a ajuda no momento do parto resulte num atendimento mais global e satisfatório para a saúde física e emocional do binômio mãe/filho, pois humanizando o nascimento estamos humanizando a vida.

No parto humanizado, a gestante é a protagonista de todo o processo de concepção do bebê. Recebe todo apoio de que necessita por parte da enfermagem, da equipe médica , das dolas, família e outros coadjuvantes.

Para a humanização do parto adequado é fundamental o preparo da gestante para o momento do nascimento e esse preparo deve ser iniciado precocemente durante o pré-natal. Isto requer um esforço muito grande, mas plenamente viável no sentido de sensibilizar e motivar os profissionais de saúde da rede básica e fornecer-lhes instrumentos para o trabalho com as gestantes. Além dos aspectos técnicos propriamente ditos, o preparo para o parto envolve também uma abordagem de acolhimento da mulher e seu companheiro.

Reconhecer a individualidade é humanizar o atendimento, o que permite ao profissional estabelecer com cada mulher um vínculo e perceber suas necessidades e capacidade de lidar com o processo do nascimento. Na enfermagem têm-se oportunidades de humanizar, desde os recém-nascidos aos idosos, homens e mulheres. Exemplifica-se essa oportunidade com a humanização do parto e nascimentos.

Humanizar neste momento é respeitar um processo de dor natural, dando todo suporte emocional para amenizar o sofrimento, um simples toque nas mãos, um sorriso, um afago, apenas a presença para dizer que a parturiente não está só, já faz com que a mesma se sinta cuidada e assistida, diminuindo o seu estado de desespero.

Outro fator importante é o posicionamento no qual a parturiente se sente mais confortável, seja ele de cócoras, de lado, deitada ou em pé. As camas de parto devem já estar preparadas de tal forma que no inicio do trabalho de parto, a mesma não precise ser deslocada e possa ficar esperando o momento oportun ara ter o bebê, sendo muito importante manter a privacidade, o respeito e dignidade desta parturiente. O enfermeiro neste processo é fundamental, pois o mesmo assiste com freqüência a todo este processo