DA REDAÇÃO

POR LUCIANA ANGÉLICA DE JESUS*

*Luciana Angélica de Jesus ´técnica de enfermagem do trabalho na INB - Indústrias Nucleares do Brasil, URA-Caetité

*Luciana Angélica de Jesus ´técnica de enfermagem do trabalho na INB – Indústrias Nucleares do Brasil, URA-Caetité

Tão importante quanto o diagnóstico do indivíduo com hipertensão arterial é a avaliação dos seus riscos. No serviço público, além de todos os critérios de avaliação, as Unidades Básicas devem disponibilizar de local apropriado para receber os pacientes com hipertensão.

O ambiente deve ser adequado e confortável para que o profissional da enfermagem possa atuar com tranquilidade e também para o bem-estar do paciente.

O atendimento ao paciente hipertenso também é realizado em hospitais, tendo o técnico de enfermagem o contato quase que permanente com este paciente, tanto nos momentos em que interna por complicações advindas da hipertensão arterial, como nos casos em que estará realizando procedimentos eletivos, como cirurgias e/ou exames diagnósticos.

Podemos destacar como principais cuidados de enfermagem ao paciente hipertenso:

• Verificação frequente da Pressão Arterial: deve ser efetivada nos pacientes já hipertensos e à população saudável. A monitorização de PA em pacientes hipertensos deve ser feita em intervalos rotineiros e frequentes, programados junto com o paciente e diante da necessidade deste.

Os pacientes que possuem o diagnóstico de hipertensão ou aqueles em grupo de risco e/ou avaliados como pré-hipertensos devem possuir uma carteira de controle de acompanhamento ou mapa de avaliação, onde é anotado o dia, horário, resultado da pressão arterial e assinatura do profissional que realizou a verificação.

Em se tratando de pacientes em uso de medicamentos anti-hipertensivos, é de suma importância a verificação da pressão arterial no intuito de identificar a eficiência dos medicamentos frente à patologia.

Os pacientes hipertensos hospitalizados, igualmente, devem ser monitorizados conforme a necessidade e rotina institucional e medicados de acordo com a prescrição médica. Uma vez identificada, a pressão arterial elevada deve ser monitorada a intervalos regulares, porque a hipertensão é uma condição para o resto da vida. Tendo como meta do tratamento evitar a morte e as complicações ao atingir e manter a pressão arterial mais baixa que 140/90 mmHg.

• Vigilância dos Sinais e Sintomas: a enfermagem deve investigar sinais e/ou sintomas que possam indicar lesão de outros órgãos, desta forma é sempre importante manter um diálogo com o paciente e questionar sobre: sangramentos nasais, dor anginosa, falta de ar, alterações na visão, vertigens, dores de cabeça ou nictúria(urinar muito à noite);

• Atenção aos Pulsos: indica-se que sempre ao monitorizar a pressão arterial do paciente também seja incluída a verificação dos pulsos apical e periférico (frequência, ritmo e características) para com isso detectar possíveis efeitos da hipertensão sobre o coração e vasos periféricos;

• Conscientização do paciente para que cuide de si próprio: o objetivo do tratamento da hipertensão é a manutenção de uma pressão arterial adequada que não cause danos para o paciente, a colaboração da enfermagem frente a este cuidado deve ser de baixo custo e alto benefício.

O tratamento inclui ações de mudança nos estilos de vida e nos casos em que o médico prescreve o uso de medicações, desta forma, o próprio paciente torna-se responsável por estas mudanças e a enfermagem tem a função de realizar a orientação e acompanhamento frente a estas novas adaptações, por esta razão é um sistema de educação continuada e de estímulo ao autocuidado.