DO BEM ESTAR
POR YASMIN BARCELLOS

O hábito de fumar leva ao estreitamento dos brônquios, provocando, assim, dificuldade do aporte de oxigênio aos pulmões e restrição à saída do gás carbônico.

Doença Obstrutiva Crônica causada por cigarro é a quinta causa de óbito no Brasil

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) o cigarro mata mais de cinco milhões de pessoas anualmente. O mais triste é que esta é a principal causa evitável de morte em todo mundo.

Além do câncer e de doenças cardiovasculares, existe uma doença obstrutiva crônica, o DPOC, da qual fazem parte o enfisema e a bronquite crônica.

Segundo estima a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, oito milhões de brasileiros acima dos 40 anos são vítimas dessa doença, que é a quinta causa de óbitos no país. O DPOC mata cerca de 40 mil pessoas por ano, o que equivale a uma pessoa a cada quatro horas.

Substâncias tóxicas existentes no cigarro acabam produzindo um processo inflamatório, o que impede as substâncias protetoras do pulmão de atuarem. Entre elas estão os alvéolos pulmonares, estrutura microscópica onde se realiza a troca de oxigênio e gás carbônico, e acontece a respiração.

As fibras elásticas, que são responsáveis pela expiração e repouso do pulmão, também sofrem danos.

Respiração ofegante, cansaço ao fazer esforço como subir escadas e ladeiras, são sintomas da doença. Geralmente as pessoas não levam em consideração essas reações e demoram a buscar tratamento. A primeira medida, sem dúvida, é parar de fumar. O pneumologista também fará uso de medicamentos como broncodilatadores, que dilatam os brônquios, aumentando o fluxo de ar.

Além de corticosteroides para diminuição da falta de ar, e em alguns casos, fisioterapia de reabilitação pulmonar. Os casos mais graves necessitam de oxigênio nasal contínuo. A redução da oxigenação do sangue também leva o portador a ter problemas cardiovasculares, já que, ao tentar o melhorar o fluxo de oxigênio, pode-se dar a elevação da pressão da artéria pulmonar, o que sobrecarrega o coração e leva à insuficiência cardíaca.