DA REDAÇÃO DO ACESSEMED.COM.BR

POR WOLMAR CARREGOZI*

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1,2 bilhões de pessoas, entre as quais 200 milhões de mulheres, sejam fumantes. O cigarro é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão, que este ano deverá causar cerca de 12 mil mortes.

Apesar destes índices, as pessoas, muitas vezes, não se dão conta de que estão cometendo erros crassos quando chegam ao consultório médico querendo fazer check-up, pois estão preocupadas com a saúde, porém, com um histórico de ingestão regular de alimentos gordurosos e até mesmo com um maço de cigarros no bolso. Alguns até se vangloriando por estarem fazendo caminhada ou frequentando alguma academia. Outros, dizem com orgulho que estão usando os anti-hipertensivos conforme foi indicado pelo médico.

Cuidar da saúde tem que ser uma atitude global que envolve um conjunto de medidas que apontam para um objetivo comum: a harmonia do organismo, mantendo um equilíbrio racional entre o corpo e a mente. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), num sentido amplo o conceito de saúde é “um estado de bem-estar físico, mental, social e espiritual.

Deve-se, então, manter uma dieta saudável, com grande variedade de legumes, verduras e frutas, além de água pura, ar puro, 8 horas de sono diárias e exercícios físicos.

Desta forma, qualquer fator que contribua para quebrar esta harmonia, é considerado nocivo e passível de providências para a sua eliminação. Atividade física isolada, sem outras medidas necessárias para o bom funcionamento do organismo pode, até mesmo, agravar problemas cardiovasculares.

Uma pessoa com excesso de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, quando submetida a exercícios físicos, com o aumento da circulação, da frequência cardíaca e da pressão arterial, pode apresentar descolamento  de alguma ou várias destas placas de ateroma, como são chamadas, com consequente obstrução de outros vasos menos calibrosos levando assim ao infarto ou AVC (acidente vascular cerebral).

O exercício físico previne o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pois age ao nível dos seus fatores de risco, como a hipertensão arterial, o colesterol elevado, o excesso de peso. Fortalece os ossos, os músculos e as articulações, prevenindo o desenvolvimento de osteoporose e artrite.

Raras são as situações em que o exercício físico é contraindicado. Porém, as pessoas que já sofrem de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial, asma, osteoporose, artrite, problemas neuromusculares (doença de Parkinson, epilepsia, etc.) não devem iniciar uma atividade física sem uma supervisão médica.

*WOLMAR CARREGOZI é ginecologista, obstetra, clínico geral e médico do trabalho. É articulista e editor do Acessemed.com.br